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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Alguém me chamou?


Me chamando ou não, eu cheguei.


Se faz sentido o dizer popular de domínio público que diz que a vida começa aos quarenta, acredito que ela também possa recomeçar quando se revive um blog que parecia estar morto a pouco mais de quatro anos. Aqui estou eu, caros leitores, depois desse pequeno intervalo, para continuar apresentando a vocês as minha frias, desconexas, mal traçadas, rabiscadas... ideias. E o pior, na maior cara de pau, como se nada tivesse acontecido.

A verdade é que muita coisa aconteceu; afinal, foram quatro anos cheios acontecimentos, desafios e mudanças na vida deste que com vossas excelências proseia. Uns significativos, outros não. Também não vou me ater a detalhes do transcorrer desse período de quatro anos.

No período da minha última publicação, eu era um psicólogo desempregado que estudava diariamente com o objetivo de ingressar na vida de barnabé (servidor público). Tinha acabado de completar 30 anos e estava muito entusiasmado com o sucesso da minha estratégia para driblar a crise que acompanha este período: adotei um calendário semanal que incluía não somente os estudos para concurso, como também, as atividades físicas diárias que me levaram a ter uma vida mais saudável, com elevação de auto-estima, abandono do cigarro, e outras coisas mais. A passagem para ano de 2013 foi marcada por importantes acontecimentos sucessivos no país e no mundo, sobre os quais eu achei que deveria publicar algo, mas que também me deixei  levar por outras prioridades e a preguiça de sintetizar tudo. Vivi de acordo com um ciclo repetitivo que envolvia: musculação de segunda a sexta; treinos de muay thai nas segundas quartas e sextas; Estudos para concurso público nas tardes e noites das segundas às sextas feiras. Tudo caminhava harmoniosamente nesse ritmo, até que dois fenômenos internos me ocorreram repentinamente no mês de maio: 1) O cansaço de tomar pancadas na cabeça que me levou a abandonar os treinos de Muay Thai; e 2) o tédio intelectual em que me encontrei logo após a classificação rasteira no concurso público da UFPE, o que me levou a dar um tempo nos estudos para concurso público e a tentar ingressar no mestrado. Sem mais pancadas na cabeça e cursando uma disciplina do mestrado da UFPE como aluno de nivelamento, me encontro muito feliz por estar preenchendo a minha mente com novos conteúdos relacionados à minha profissão e por ter driblado a crise dos 31, que na ocasião, foi muito pior do que a dos 30. Tudo muito feliz, pois parecia que o meu destino estava certo quanto à ingressão no mestrado; mas foi aí que outro fato marcante aconteceu: Fui nomeado para tomar posse de um cargo para o qual eu concorri no final de 2009... o de psicólogo do município de Lajedo/PE.  Para o relato da passagem desse período até então, reservarei o próximo parágrafo.

E agora? Cadê o próximo parágrafo?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Pequenos textos facebookeanos de 2012



(Para finalizar este ano muito produtivo de 2012, um post contendo algumas postagens minhas bastante curtidas no Facebook. Reflexões breves e corriqueiras)
23-03-2012
A maior cilada em que você pode entrar num relacionamento é a de achar que você é feliz porque você está com aquela pessoa. Fazendo isso, você vai estar enveredando pela velha dicotomia TER X SER. Se você é feliz porque TEM algo externo a você, sua felicidade pode acabar em instantes, pois tudo o que externamente adquirido nunca deixará de ter suas probabilidades de ser perdido, independentemente do amor que que possamos ter por este algo. Por outro lado se somos felizes porque SOMOS aquilo que desejamos e lutamos para ser, isso não poderá ser tirado da gente, pois a dimensão do nosso ser é tudo aquilo que melhor podemos conhecer; é para onde mais direcionamos as nossas expectativas; é a morada da nossa inviolável autonomia;... e portanto, é a dimensão da felicidade que nunca será perdida depois de conquistada !!
(Mateus S. M. Barros)

24-03-2012
Outra cilada encontrada nos relacionamentos amorosos é a da esperança de que o outro mude o seu jeito de ser. Isso é o mesmo que acreditar que existe um amor ideal; algo diferente e distante de um amor real. Idealização é fenômeno comum em pessoas mimadas, que não conseguem viver a realidade tal como ela é. São pessoas que concebem a realidade como um campo de realização dos desejos, e que portanto, se frustram ao descobrirem que ela não é esse campo. O amor real é feito a partir da aceitação incondicional, tal qual uma mãe sente com relação ao seu filho, apesar de todas as suas imperfeições. Assim devem ser nos relacionamentos amorosos; pois se você escolheu estar com aquela pessoa, é porque você gosta dela por inteiro. Por outro lado, se você não aceita os defeitos da pessoa por não saber que ela era daquele jeito, é porque a sua cabeça não permitiu enxergar a pessoa como ela realmente é. Se você gosta de alguém, aceite e saiba conviver com os seus defeitos; não espere que ela mude, pois a mudança é consequência de um processo de vivência a dois. E, por fim, respeite a individualidade da pessoa; individualidade essa que consiste em um terreno tão sagrado para uma relação.
(Mateus S.M. Barros)

27-03-2012
Amizade não é um imposto a ser cobrado todo mês. Também não considero delicado que a presença física (telefonema entra no conjunto desta obra) seja cobrada como uma prova da legitimação da amizade. Isso porque uma amizade verdadeira não se mede pela presença física do dia-a-dia. Pelo contrário, uma amizade verdadeira se manifesta no prazer do reencontro, com a mesma intensidade e prazer que poderia ser se o tempo que intercalasse o encontro não tivesse decorrido. Isso porque a amizade possui uma história composta de momentos importantes e marcantes que resultaram no fortalecimento do vínculo. Por outro lado, a vida é cheia de circunstâncias – caminhos traçados de maneira única por ambas as partes – que dificulta uma constância maior de encontros. Cabe ao amigo compreender essa situação vivida pelo outro. Cobrar presença física é sinal de duas coisas: extrema carência e egoísmo. Extrema carência porque essa pessoa carece de avanços no desenvolvimento da sua autossuficiência; e egoísmo porque o motivo é realmente egoísta: Estar com aquela pessoa para que ELA se sinta bem.
(Mateus S. M. Barros)


Muitas pessoas se incomodam com uma certa ‘falsidade’ existente em outras. Falsidade essa que se traduz no comportamento de falar algo sobre uma determinada pessoa na frente dela, e por trás, na presença de outra pessoa, falar o oposto. Bom, vamos analisar isto... segundo a opinião da maioria, esta pessoa possui dois momentos: Um de falsidade, quando emite a opinião na frente da pessoa, e outro de falsidade, quando emite o oposto por trás. Eu considero o contrário: acho que esta pessoa é mais sincera quando me elogia na minha presença do que quando me pulveriza na minha ausência. Isso porque não há nada mais genuíno do que uma sensação de alegria e prazer compartilhado entre duas pessoas. Isso se traduz no corpo, nas expressões faciais da pessoa; e de tão intenso que se torna o prazer de estar junto, chega uma hora que esta pessoa não resiste à tentação de dizer: “polxa cara, gosto muito de você”. Por outro lado, a opinião negativa emitida na presença de uma outra pessoa é carregada de significados e intenções outras que tornam o discurso menos genuíno do que a emoção expressa diante da pessoa referida no conteúdo do discurso. Muitas vezes, a pessoa que emite tal opinião admira tanto a referida que se sente inferior diante dela, ao ponto de precisar falar mal dela para que possa se sentir mais valorizada pela pessoa que a está escutando, ou mesmo, por si própria. Isso é um vício constante em pessoas que possuem baixa autoestima e que não conhecem outra maneira de serem valorizadas a não ser a de distorcer a imagem das outras.

03-04-2012
Novo, mistério e desconhecido são três ambiente que causam medo e pavor na maioria das pessoas. Isso porque representam ameaça. Ameaça de perda, como se algumas coisas que tememos perder fossem realmente nos fazer falta; ameaça de desestabilização emocional, como se fossemos satisfeitos e felizes suficientemente, ao ponto de não desejarmos um pouco mais. Não que desejar mais seja o certo, mas, se por acaso isso acontece, não é saudável ficar reclamando das coisas que faltam na sua vida enquanto você teme enfrentar o medo do novo e correr riscos. Esse é o melhor caminho para quem deseja algo melhor para si: superar o medo do desconhecido. Não é um processo fácil, mas é da condição humana ter todos os mecanismos para isso dentro de si. Você pode buscar isso através da meditação, do autoconhecimento, do encontro consigo mesmo. Talvez, a melhor forma de se dar o pontapé inicial para este caminho seja a de se desapegar das limitações que o mundo impõe a você, da maneira como ele mostra o quanto você é pequeno. O mundo não deseja o melhor de você, mas a sua transcendência e superação podem ser algo muito inspirador para o mundo. 
(Mateus S. M. Barros)

06-04-2012
Fazer escolhas, tomar decisões, podem significar momentos tortuosos na vida de uma pessoa. A verdade é que toda a sua história é contada a partir das suas escolhas - até não fazer nada é uma escolha -e diante delas, as influencias ambientais pouco deveriam significar. O problema é que sentimos o contrário: o ambiente pesa demais sobre nossas escolhas, pois sabemos que perdas decorrente delas podem vir a acontecer. Nessa hora é que somos dominados pelo medo, que consequentemente irá gerar a indecisão. 
A solução para isto começa a partir da assunção das consequências que ocorrem em nossas vidas. Afinal, se nossas vidas são tradadas por nossas escolhas, então porque o mundo nos faz infeliz? O mundo não tem culpa disso, pois ele é composto de outras pessoas com outras escolhas a serem feitas. Nada é tão importante que possa significar uma uma grande perda; e não escolher entre X ou Y por indecisão pode significar a perda de ambos. A perda já é algo garantido quando decidimos ficar indecisos, então é não ter medo de decidir e não dar tanta importância ao que pode ser perder. Autoconhecimento é sempre único caminho para se identificar prioridades.
(Mateus S. M. Barros)

24-04-2012
Estresse, mal-estar, raiva, ódio, ira... são peças que nossas próprias mentes pregam sobre a gente. A vida já não é fácil, então por que insistir que ela seja ainda pior? Vamos tentar suavizar um pouco os nossos problemas com a sociedade, enxerga-la de outra forma. Com um pouco de ironia e senso de humor talvez. Fazer piadas com ela e com nós mesmos. Quanto mais pudermos suavizar nossos problemas (talvez colocando-os no seu patamar real ao invés de aumenta-los demais com nossos pensamentos), melhor será para todos nós. Poderemos enxergar nossos problemas sem o véu da cegueira emocional. 
(Mateus S. M. Barros)

21-04-2012
Tremenda babaquice da nossa cultura brasileira de classe média: essa glamourização da malandragem. Isso porque a malandragem é vista e interpretada de forma romântica por pessoas que pensam que malandro é aquele cara que conversa muita lorota e pega muita mulher com isso. Essa visão foi fortemente influenciada por alguns artistas como Chico Buarque e Diogo nogueira, além de outros sambistas cariocas. O Diogo Nogueira, por exemplo, utiliza a frase “malandro é malandro e mané é mané” se referindo ao malandro como um cara que vive comendo e cospindo fora, enquanto que o mané é um cara que tem metas e planos para se apaixonar por uma mulher e dar a ela uma vida de conforto. Tem mulheres que adoram isso, mas partem em busca do oposto, entrando num profundo mar de contradição. Só que o buraco da malandragem é muito mais embaixo. Esse cidadão malandro é, na verdade, aquele que anda por aí burlando regras de boa convivência social, baseadas na confiança e no respeito mútuo. É o cidadão que engana, que mente, que adota duas caras... tudo isso para alcançar o seu benefício próprio. Desrespeita as leis públicas, pois sua esperteza e auto-confiança o colocam num patamar superior ao sistema. Taí o Carlinhos Cachoeira... maior malandro brasileiro. Por outro lado, o mané de Diogo Nogueira também atinge o cidadão de bem; correto, cumpridor das suas obrigações e dos seus deveres com a família e a sociedade. Ele não se tornou rico por falta da malandragem, mas é ainda sim é um sujeito esforçado e merecedor de respeito. Mas cadê o respeito se muitos babacas de nossa sociedade não veem o seu exemplo? Vamos parar com isso, gente. Cultuar a malandragem?... Uma pinoia!!!
(Mateus S. M. Barros)

28-04-2012
Todos queremos amar e sermos amados. O problema é conseguir isso num universo onde os diálogos ocorrem sempre em primeira pessoa. "eu sou uma pessoa assim...", "eu sou um tipo de pessoa assim...", "eu sou...". "Eu, eu eu...; eu sou mais eu". Todos só querem falar de si, mostrar para o mundo como ela é, na esperança de ser amanda e, consequentemente, admirada. O reflexo disto pode ser conferido nas redes sociais. O pior, é que esse 'eu' que divulgamos por aí é o 'eu' que idealizamos, não o que realmente somos. A verdade é que não existe o 'eu'; o que existe, na verdade é 'entre eu e você'. Eu sou aquilo que você permite que eu seja para você. Em outras palavras, os seres humanos são o encontro de dois; um fenômeno, aquilo que só só tem sentido na presença de outro ente que o define como tal.


21-05-2012
O imediatismo é outro mal que carregamos na nossa pobre cultura ocidental. É tão comparavelmente mal quando o mal da felicidade, pois sempre nos deprimimos quando nos deparamos com um problema cuja solução requer um prazo médio e longo. Não percebemos que os males que estamos colhendo agora foram processualmente se constituindo através do tempo; muito menos conseguimos enxergar a nossa participação diante desse processo. Olhando para dentro de nós, para nossa relação com a sociedade, para as decisões que tomamos, passaremos a nos conhecer melhor... e com isso, poderemos enxergar o futuro como um caminho que já está sendo percorrido a partir do aqui-e-agora. Concentremo-nos pois em enxergar a nós mesmos diante de tudo, para que possamos acompanhar as transforações que vão acontecendo conosco até a chegada ao caminho desejado. Não haverá sentimento imediatista que resistirá a isto.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Tenha fé, amanhã um lindo dia vai nascer


(o título do texto é o mesmo nome de um samba muito legal do grupo Originais do Samba. E o texto faz parte do 'desafio escrito' idealizado pelo meu primo Mário Barros, e cujo tema da vez foi "fé", proposto por mim.)

Salve Oxum, salve Afrodite, salve Neferttite, salve vênus, salve Isthar, salve Juno, Salve Prende... salve todas vocês, divindades do amor, pois é de amor que eu mais necessito, e é somente o amor que poderá redimir a humanidade. Eu, como bom politeísta que sou, amo todas vocês, pois sei que vocês estão nas coisas belas que amamos (daí incluindo as coisas feias, pois trazem o belo disfarçado). Desse belo, nasce o desejo de cuidar, de preservar, e portanto, é seguindo o vosso amor que chegaremos a uma sociedade onde o respeito, a fraternidade e a amizade sairão do domínio das coisas ilusórias e se tornarão reais. Também como bom cristão, sigo com seriedade dois princípios ensinados pelo grande mestre Jesus: 1) Amai ao próximo como a ti mesmo, 2) fazei o bem sem esperança de retribuição. Ainda que seguindo o segundo princípio, não consigo parar de me questionar: há justiça para os homens bons nessa terra onde se aplica a lei dos homens?
Com exceção da ultima frase – onde esse autor que vos escreve chega a questionar até a sua própria fé – todo o restante do parágrafo foi uma espécie de encenação de fé; uma demonstração contendo duas características que eu imagino estarem bem destacadas na fé brasileira: o pluralismo e hábito de muito se pedir. Pluralismo é algo bem diferente do meu expresso politeísmo, pois o primeiro diz respeito à convivência de diferentes religiões dentro de um mesmo território, enquanto o segundo diz respeito à crença em vários diferentes deuses por uma mesma pessoa ou por uma população – com a expansão do mercado religioso, houve uma mudança cultural, de consciência, em que acreditar em vários deuses passou a ser concebível, o que antes não era. Já o hábito de muito se pedir, este sim denota mais o significado da fé, pois só pedimos aquilo que não possuímos, e tal como a fé, acreditamos em algo do qual não temos explicação científico/racional. Mais do que explicação, o hábito de se pedir coisas para uma entidade superior representa uma das maiores formas de defesa contra a tirania das forças malignas que operam neste mundo: a esperança. Essa permite caminharmos em frente mesmo em momentos da vida em que mais perdemos do que ganhamos. Destaco bem esse ponto porque sei que isso faz uma grande diferença entre você ser uma pessoa persistente na sua vida, na sua luta, e você ser uma pessoa deprimida, entregue à desesperança e à aflição. Isso se a esperança for bem dosada dentro do ser que espera, pois a melhor forma de se esperar algo nesse mundo, é que esse algo nasça de dentro de si e para si, e que não que venha do meio exterior se apresentando para si em forma de milagre. Esperança e fé para uma melhora pessoal; este é o caminho da verdade.
Acreditar num ser superior que não pode ser visto com os olhos mundanos é o mesmo que permitir uma conexão com o cosmos. A existência cósmica só é possível dentro da noção de unidade, de um UNO, ao qual todas as outras coisas estão conectadas e entrelaçadas, dando sentido à existência de cada coisinha em particular. Assim sendo, acreditar no Deus, na inteligencia, na entidade superior, é sentir que pertences a toda esta grande obra, que és parte dela e que com certeza, ela não seria tão perfeita se você não existisse. Os antigos já tinham essa prática cosmológica; no antigo egito por exemplo, havia a astrologia alegórica, onde cada astro representava um Deus diferente e cada ser humano possuía uma constelação que o guiava. Pensem bem: isso não dá mais sentido às nossas vidas? Claro que sim. Muito diferentemente da ciência moderna, que diz que existe 25 bilhões de galáxias, e cada uma delas contendo centenas de milhares de corpos celestes cujo tamanho de cada um deles equivale a 10 sistemas solares. Quem somos nós diante desse infinito universal senão um peido de Deus? Não tô dizendo que a ignorância seja a solução para nossos confitos interiores; até porque, afirmar isso seria o mesmo que dizer que a ciência detém toda a verdade da nossa existência, quando isto está muito longe da verdade. A fé se encontra justamente naquilo que a ciência não pode explicar.
Ter fé, é conseguir olhar para o amanhã com esperança, é conseguir projetar um futuro positivo mesmo que seu passado seja negativo. A fé diante do desespero e da desesperança é cega, pois pede-se salvação sem nem ao menos saber o que se está pedindo. Por outro lado, uma pessoa de princípios morais condizentes com os ensinamentos da sua religião e coerentes com a sua prática, certamente saberá o que estará pedindo. E não só pedirá, como também saberá agradecer humildemente às pessoas importantes na sua vida e ao Deus que este segue pelos ganhos e sucessos adquiridos no dia a dia. Este é o verdadeiro homem de fé, digno do nosso respeito, da nossa compaixão e da nossa amizade, pois nele está o exemplo de que um lindo dia poderá nascer para nós amanhã. Aliás, essa fé existe dentro de cada um de nós mesmo que não acreditemos em nada. A esperança não possui o tempo de vida de uma mosca. Façamos o bem, nos apeguemos a todos os santos e vamos unir forças, porque 2013 está vindo aí. Saravá, Salve salve, Axé, Hare Krishna … Namastê !!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Não gostaria de ser eterno; porém, gostaria de viver oito séculos ... ou mais.



      Completei trinta anos no dia 31 de julho de 2012. Imaginava eu que o momento de tal acontecimento seria suportado por sentimentos melancólicos mais perturbadores. Perturbadora não deixa de ser a ideia de envelhecer e caminhar para a morte certa, algo que deve ser aceito de forma seca, grosseira, e com total isenção de barganha - A passagem do tempo se impõe em nossas vidas com uma violência um tanto quanto ardilosa. Ardilosa devido aos engendramentos culturais sobre o passar do tempo e o consequente envelhecer das pessoas. Só para fazer um paralelo: na cultura milenar do extremo oriente, envelhecer significa acumular sabedoria e ser respeitado com a dignidade que a sua idade lhes permite; já no extremo ocidente em que cá estamos, um culto aos modelos juvenis e a valorização da juventude se espalhou como uma praga na mentalidade da população ao ponto de fazer do envelhecimento, um sinônimo de decadência física e - por mais incrível que pareça - cultural. Tamanhos são os esforços criados para retardar o envelhecimento, para perpetuar aquilo que se esvanece facilmente como a própria vida: a juventude. Mais certo do que isto só mesmo a morte; tão amarga é a certeza como tão exaustiva é a negação utilizada como mecanismo de defesa contra cruel realidade. Aproximando essas duas verdades é que somos levados a crer que a perpetuação da juventude soa como uma ilusão de eternidade – a eternidade aí se encontra na sensação de que a morte possa estar o mais longe possível de nós.  
            Sou um cara que gosta muito de ler e entender sobre a história da humanidade, apesar de isso não condizer com a minha formação acadêmica. Gosto de entender a origem e o estado das coisas atuais a partir do que ocorreu no passado, seja ele recente ou remoto. Faço de livros de história, meus livros de cabeceira. Em meio a essa mania, o novo, nem me parece tão atrativo quanto o passado. Filmes e músicas antigos, tendo como principais referências, os anos 70, 80 e 90, são as minhas melhores opções de distração dentro do meu universo particular. E é justamente nesse momento em que eu mais me assusto, quando vejo artistas de uma época como os anos 70 hoje velhos ou até mortos. Como assim, tão rápido? Os anos 70 foram ontem, afinal. E os anos 80? Pessoa dessa época tão todas envelhecendo também. Eu assisto a um filme dessa época e vejo todos tão lúcidos, vivazes, jovens. De tão veloz, a passagem do tempo é mesmo cruel. E quando visito um passado ainda mais distante, outros séculos atrás nos livros de história, quando a sociedade se apresenta de uma forma bem diferente do que é hoje, é que eu me dou conta de outra realidade cruel: Além do tempo passar rápido, nossas vidas são muito breves. Não dá para atingir todos os nossos objetivos nesse pouco tempo de vida que temos – isso considerando o estado atual das coisas, onde criamos objetivos novos a cada segundo. E já que falei em ‘atual estado das coisas’ penso que a eternidade aqui na terra talvez não fosse o ideal, pois uma vez que a população não para de crescer, é preciso que uns passem a ceder espaço para outros habitarem com um certo conforto aqui na terra. Mas se não pudesse ser a eternidade, que fosse pelo menos a longevidade dos homens que habitaram a terra nos tempos de Moisés. Segundo consta no antigo testamento, esses homens chegavam a viver até 800 anos, ou mais. Após o pecado do dilúvio, foi que Deus resolveu reduzir a vida humana para entre 70 e 120 anos – malditos os homens que deixaram as coisas saírem do controle naquele tempo. E já que falei na bíblia, é sempre bom que pensemos que Deus é bondoso demais conosco, senão não haveria uma eternidade prometida para nós depois dessa vida – na linguagem dos católicos –, uma reencarnação nesse mundo – na linguagem dos espíritas – dentre tantas outras promessas. Não quero pensar no que possa ser justo ou correto divinamente falando, o que penso é: seria um grande ideal de vida para mim, viver pelo menos oito séculos ou mais. Quantas realizações não poderiam ser alcançadas com isso?  Haveria tempo suficiente para cada pessoa dar um real sentido às suas vidas, pois todas as experiências possíveis poderiam ser vividas num ritmo mais serenos e menos desenfreadas. Haveria mais tempo para não fazer nada e ver a vida passar. Enfim, todos os prazeres e desprazeres da vida poderiam ter suas vivências estendidas; afinal não é apenas de prazer que devemos viver, né?
            Saindo um pouco desta queixa, eis que retorno algumas linhas atrás, para a minha experiência de entrada nos 30, pois tem algumas coisas interessantes aí que eu gostaria de compartilhar com os meus leitores. Posso dizer que me preparei para o devido momento, pois algumas decisões foram tomadas meses antes e estas acompanharam um processo de mudança de atitude: Parei de fumar; passei a praticar a minha arte marcial que eu tanto admiro mas que às vezes me assusta devido à violência: o Muay thai; passei a frequentar academia e fazer musculação religiosamente todas as manhãs, acompanhado de suplementos alimentares e outros produtos para malhação. Tais mudanças me proporcionaram ótimos resultados fisiológicos e sociais – Fisiológicos: boa respiração, mais disposição, bom humor, corpo mais forte e bonito; Sociais: resultante das mudanças biológicas, eis que andei recebendo elogios quanto à minha beleza externa e minha energia interior. Em decorrência disto tudo, eis que vem a maior recompensa de todas: estou em paz comigo mesmo, com meu mundo interior e com Deus. E pensar que tudo não passou de um grande investimento narcísico como uma forma de se defender de uma crise maior que se anunciava. E daí? Que seja. Seja saudável ou patológica, o que importa é como você se sente internamente. Patológico não poderia ser então, senão seria uma contradição em termos. O fato é que fisiculturismo tem seus ganhos quando é bem conduzido – e sobre isso, devo acrescentar que a minha cabeça andou funcionando melhor e mais acelerada, apesar disso não ter favorecido uma maior produção para este blog. Tô sentindo a felicidade momentânea, algo como uma parte de uma grande realização, e isto é o que mais importa. Só lamento não ter sentido tal experiência no alvorecer dos meus 20 anos, o que talvez pudesse me favorecer mais conquistas amorosas oriundas de uma maior autoestima. É nessa parte em que mais pesa a limitação da vida: quando percebemos que não podemos voltar no tempo e que passamos a ter menos tempo para desfrutar das nossas conquistas quanto mais tarde as alcançamos. Isso há de se resolver um dia, quando formos capazes de viver oito séculos... ou mais. 

sábado, 26 de maio de 2012

Deus no ramo da salvação dos homens na terra



Trata-se de um cargo com alto nível de exigência em sua linha de produção: o da salvação dos homens na terra. Na empresa que presta serviços a este nobre planeta coberto de águas, tal cargo é ocupado única e exclusivamente por Deus, um funcionário que se revela proativo diante de uma demanda extensiva. Gerentes de outras grandes empresas do universo devem de alguma forma tentar convencê-lo a trabalhar com eles, ou até mesmo usá-lo como paradigma para o recrutamento de novos talentos. Não sei dos meios de produção disponíveis para a execução do seu trabalho, nem se ele conta com a ajuda de assistentes ou de tecnologia avançada para o cumprimento da grande demanda; e muito menos sei se tamanha demanda anda sendo cumprida corretamente, com todas as suas metas batidas e objetivos alcançados. O que sei é que a demanda é bastante grande.
É dessa forma que Deus tem sido representado na minha mente nas ocasiões em que me deparo com as pessoas recorrendo a ele nos momentos de desespero e aflição. Não se trata de um fenômeno atual - eu até suponho que os pedidos de ajuda a Deus foram mais intensos em épocas mais obscuras do mundo ocidental, como na idade média. Porém, é atual a demanda pela oferta de um Deus que possa garantir a resolução dos problemas e menor tempo e da melhor forma possível nesse grande mercado de religiões em que se encontra a cultura ocidental. Algumas igrejas evangélicas, por exemplo, costumam pregar que Deus ama a todos e que tem um bom projeto de vida para as pessoas que seguem o seu caminho. Religiões de matrizes afro-brasileiras, que cultuam os orixás, garantem a resolução dos problemas através de trabalhos e obrigações que uma pessoa venha a fazer por aquele orixá; nesse caso, é o orixá quem ajuda a pessoa em troca de alguma coisa. Esses são dois exemplos de religião que oferecem uma salvação mais do ponto de vista material; não é a toa que, devido à semelhança do produto ofertado, ambas são bastante rivais no mercado. Também há religiões que apontam para um caminho de salvação espiritual, e não material; em outro mundo, e não neste. São os casos da Igreja católica, do Espiritismo, do judaísmo, do islamismo, e também de outras que possam existir. No caso da igreja católica, existe a crença nos milagres, o que mantêm o padrão de relação dos fieis para com deus na mesma linha de esperança salvacionista.
Sobre a salvação, eu tenho a seguinte visão: Deus criou o mundo e seis dias e descansou no sétimo; após isso, ele deu o livre-arbítrio aos homens para que eles continuassem com o trabalho de criação de Deus na terra. Só que o livre-arbítrio implica na liberdade de se fazer o que quiser e o que bem entende, o que permite que coisas possam ser feitas para o bem e para o mal. O julgamento a respeito do bem e do mal fica a cargo da ética e da moral de uma sociedade, da cultura e de cada pessoa nela inserida. A religião teria então o compromisso com essa moral no fazer dos homens. Mas, como a moral religiosa não acolhe todos os interesses do homem, é inevitável que se crie uma justiça dos homens, que em muito não corresponde com a justiça divina. É a essa justiça dos homens a qual estamos submetidos. Ou seja, quando nos questionarmos sobre o porquê de sermos pessoas tão boas e não termos o retorno necessário para a nossa felicidade, lembre-se de que não é à justiça de Deus que devemos reclamar, pois o reino de Deus ‘não é deste mundo’. É aos homens que devemos reclamar.
 Em relação a tudo isto, eu me identifico com os movimentos espiritualistas asiáticos - que não se caracterizam como religião no sentido tradicional ocidental por representarem mais do que isso: Trata-se de práticas do dia-a-dia, filosofia de vida, reflexão a respeito da nossa relação com o mundo e com a natureza. Podemos incluir dentre eles: o budismo chinês, tibetano, tailandês; o Hinduísmo, o Taoísmo, dentre outros. São tradições mais de mil anos, formadoras de uma cultura centrada no homem, no seu interior, no desapego às coisas externas como um caminho para o crescimento pessoal e espiritual. Os ensinamentos de Buda dizem que as respostas estão no interior de cada um de nós, e que é somente nós que poderemos encontra-la. Contrapõe-se à busca da felicidade através do meio externo, pois o mundo externo só nos trás dúvidas e contradições. Mais do que isso, eles dizem que nós e a natureza somos um só, uma unidade integrada e indivisível – diferente do que a nossa cultura ocidental nos faz pensar com o paradigma cartesiano. Nessa relação indivisível com a natureza, somos inteiramente responsáveis por tudo o que fazemos e tudo o que fazemos: nossas ações causam modificações no ambiente, e este enviará respostas para você na mesma proporção da sua ação. É a lei da ação e reação – A reação é o que os budistas tibetanos chamam de Karma. Em outras palavras, não somos seres odiados por Deus por sermos infelizes, pois ele não tem domínio sobre as ações do homem e nem sobre nossas próprias ações. Tudo o que fazemos gera consequências para nós mesmos, o que significa que nós mesmos que construímos nossa felicidade. Podemos estar na pior situação social e pessoal, mas se formos guiados por bons pensamentos, por boas intenções em relação às outras pessoas, não restará dúvida que um dia teremos um bom retorno, mesmo que isso tarde. O caminho da meditação que os budistas possuem é um meio de nos desapegarmos das coisas que nos fazem se sentir mal – angústias em relação ao passado, medo do futuro... - e nos concentrarmos no que está acontecendo no presente, dentro de nós e a nossa volta. É uma forma de autoconhecimento, uma forma de assumirmos as rédeas do nosso destino e deixarmos um pouco Deus em paz. A partir disso, a única forma que teremos de incomodar a Deus será através da nossa gratidão a ele, pela vida que ele nos deu, pela oportunidade de estarmos vivenciando tudo isto.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A mediocridade é uma Coletânea de sucessos.

Homenageio, aqui-e-agora (parafraseando Fritz Perls), um velho amigo homonimamente chamado Mateus. Não sei por onde ele anda e nem o que anda fazendo, mas eu desejo todas as coisas boas possíveis para ele. Ele costumava dizer que a “mediocridade é uma coletânea de sucessos”. Isso porque a coletânea de sucessos não traduz a criatividade mais profunda do artista; enquanto ele se lasca pra criar toda uma discografia, uma obra musical (no caso dos artistas musicais), chega um fila da puta qualquer e escolhe vinte músicas de uma obra de mais de quarenta discos desse artista para montar uma coletânea. Mais medíocre ainda seriam os ouvintes que se intitulam conhecedores e adoradores do artista quando só conhecem aquelas músicas inclusas na coletânea. Isso seria mediocridade para mim: conhecer o superficial enquanto se considera um profundo conhecedor; espalhar belos discursos e defender opiniões sobre as quais não se tem profundidade a respeito. É preciso ter o bom senso de perceber a sujeira que se torna cada vez mais os meios culturais por onde você circula, uma vez que as pessoas aprendem cada vez mais com as suas palavras superficiais. Trate de algum assunto que você conhece com profundidade e você sentirá um tratamento diferenciado das pessoas com relação a você. E ainda digo mais, sentirás isso mais intensamente quando puderes casar esse conhecimento com os valores positivos que você tem, tornando-os claros paras as pessoas. Isso porque a humanidade clama por bons exemplos - quando elas não ficam cegas por suas mediocridade, lógico. Seja profundo em assuntos interessantes e relevantes para se conversar, e dê a sua opinião sobre eles; inclua neles os seus valores positivos... enfim, seja uma Obra original, não uma Coletânea.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

AMOR (de novo) ... que porra é isso?

Esse é um tema bem recorrente em textos meus deste desenfreado blog; mas como se trata de um tema proposto por Daniel Násser – que entrou na brincadeira Desafio Textual, idealizada pelo meu primo Mário Barros – vale a pena dissecar um pouco mais sobre o devido assunto. Continuo repetindo que Amor é um termo bastante vago no dicionário brasileiro, podendo ele significar coisas algumas como: afeição, compaixão, misericórdia, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. Também é muito variado os contextos em que o amor se manifesta: Relação sexual, atividades diversas (profissional, ocupacional, hobbies, etc.), relações de amizade, relações familiares, religiosidade, gestos de caridade, e novamente ... etc.

São tantos etc.’s que eu fico perdido ao decidir sobre que tipo de amor irei dissertar. Dúvida rápida e passageira, pois sempre acabo por decidir falar sobre o amor mais evidente e problemático de todos: o amor sexual... esse que é constantemente confundido com paixão. Desde que comecei o meu blog que tenho ousado falar deste tipo de amor sem tanta propriedade, pois nessa minha atual existência – que neste ano celebram trinta anos – ainda não tive a bênção de vivenciá-lo enquanto experiência real, vivida e confirmada. Penso nele todos os dias quando estou só – na cama, na rede de balançar ou diante da janela virtual do facebook – ou em público – quando vejo casais se beijando nas baladas. Nunca tive talento para conquistas. Conquistei algumas garotas sem muito esforço, pois não foram aquelas que eu queria. Quando eu me interesso por alguma garota, alguma coisa sempre dá errado, e essa sempre tem sido a minha sina. É por esse motivo que não tô tão motivado para falar de amor agora... prefiro usar essas delongas apenas como enchimento de linguiça, cuja finalidade é bater a meta do desafio proposto por Daniel Nasser. Por sinal, estou atrasado, já deveria ter postado essas bobagens a três dias atrás.

Bom, acho que o amor dos casais (o dito amor sexual) só pode ser considerado amor quando a etapa da paixão é superada. Paixão é a primeira etapa da formação de um casal, e como tudo mundo já sabe disso, não adianta explicar demais. É quando os sentimentos em relação ao outro são intensos – promessas de que o relacionamento irá durar. Tudo é intenso: a atração, o tesão, o ciúmes (até os sentimentos negativos entram), as identificações, e blá, blá, blá. Só sei disso na teoria. Já o amor, pode-se dizer que ele começa quando as intensidades diminuem, dando lugar a sentimentos mais nobres e duradoudos: Companheirismo, compreensão, cumplicidade... e a velha identificação. É quando um casal passa por crises; porém, diante destas, percebe que é melhor manter a relação do que se afastar, pois a partir dela, conseguiram criar um modo de vida a dois. É quando se assemelha, em alguns aspectos, ao amor de pai e mãe, considerando o modo de vida ao lado deles que por eles foi proporcionado. Acho que esse amor existe nos dias de hoje, mas é muito frágil, quando vivemos numa sociedade de consumo que dá uma nova lógica às relações a dois: qualquer pessoa do sexo que lhe atraia, seja ela anônima ou conhecida, pode representar uma possibilidade de relação, não importando mais o seu status social, etinia, idade ... basta apenas que ambos os lados queiram que haja a relação. Assim sendo, o que significa você optar por uma pessoa para ser o seu parceiro? Significa excluir todas as outras opções. É um peso muito grande.

Ano passado teve o caso de uma tia minha que se separou do seu marido porque sentiu que o amor havia acabado. Na verdade, não foi o amor, foi a atração sexual. A relação deles durou 23 anos. O mesmo aconteceu com uma amiga minha, no final do ano passado. Depois de quatro anos de relacionamento, ela percebeu que não sentia a atração que sentia antes pelo seu parceiro. O interessante desses dois casos é que o motivo pelo qual as duas mulheres deixaram de sentir desejo sexual pelos seus parceiro foi o mesmo: os parceiros se acomodaram nos seus modos de vida, deixando a ambição de lado, e, consequentemente, permitindo o esvanecimento do sentimento de admiração que as mulheres sentiam por eles. Tem algo de muito significativo nisso: Além da beleza física (principal elemento da atração), há um forte conteúdo de ordem ocupacional que despertam o interesse das mulheres em relação aos homens. Mas isso é pano para uma outra discussão. Por hora, acho que o amor é isso. Xau.