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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

AMOR (de novo) ... que porra é isso?

Esse é um tema bem recorrente em textos meus deste desenfreado blog; mas como se trata de um tema proposto por Daniel Násser – que entrou na brincadeira Desafio Textual, idealizada pelo meu primo Mário Barros – vale a pena dissecar um pouco mais sobre o devido assunto. Continuo repetindo que Amor é um termo bastante vago no dicionário brasileiro, podendo ele significar coisas algumas como: afeição, compaixão, misericórdia, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. Também é muito variado os contextos em que o amor se manifesta: Relação sexual, atividades diversas (profissional, ocupacional, hobbies, etc.), relações de amizade, relações familiares, religiosidade, gestos de caridade, e novamente ... etc.

São tantos etc.’s que eu fico perdido ao decidir sobre que tipo de amor irei dissertar. Dúvida rápida e passageira, pois sempre acabo por decidir falar sobre o amor mais evidente e problemático de todos: o amor sexual... esse que é constantemente confundido com paixão. Desde que comecei o meu blog que tenho ousado falar deste tipo de amor sem tanta propriedade, pois nessa minha atual existência – que neste ano celebram trinta anos – ainda não tive a bênção de vivenciá-lo enquanto experiência real, vivida e confirmada. Penso nele todos os dias quando estou só – na cama, na rede de balançar ou diante da janela virtual do facebook – ou em público – quando vejo casais se beijando nas baladas. Nunca tive talento para conquistas. Conquistei algumas garotas sem muito esforço, pois não foram aquelas que eu queria. Quando eu me interesso por alguma garota, alguma coisa sempre dá errado, e essa sempre tem sido a minha sina. É por esse motivo que não tô tão motivado para falar de amor agora... prefiro usar essas delongas apenas como enchimento de linguiça, cuja finalidade é bater a meta do desafio proposto por Daniel Nasser. Por sinal, estou atrasado, já deveria ter postado essas bobagens a três dias atrás.

Bom, acho que o amor dos casais (o dito amor sexual) só pode ser considerado amor quando a etapa da paixão é superada. Paixão é a primeira etapa da formação de um casal, e como tudo mundo já sabe disso, não adianta explicar demais. É quando os sentimentos em relação ao outro são intensos – promessas de que o relacionamento irá durar. Tudo é intenso: a atração, o tesão, o ciúmes (até os sentimentos negativos entram), as identificações, e blá, blá, blá. Só sei disso na teoria. Já o amor, pode-se dizer que ele começa quando as intensidades diminuem, dando lugar a sentimentos mais nobres e duradoudos: Companheirismo, compreensão, cumplicidade... e a velha identificação. É quando um casal passa por crises; porém, diante destas, percebe que é melhor manter a relação do que se afastar, pois a partir dela, conseguiram criar um modo de vida a dois. É quando se assemelha, em alguns aspectos, ao amor de pai e mãe, considerando o modo de vida ao lado deles que por eles foi proporcionado. Acho que esse amor existe nos dias de hoje, mas é muito frágil, quando vivemos numa sociedade de consumo que dá uma nova lógica às relações a dois: qualquer pessoa do sexo que lhe atraia, seja ela anônima ou conhecida, pode representar uma possibilidade de relação, não importando mais o seu status social, etinia, idade ... basta apenas que ambos os lados queiram que haja a relação. Assim sendo, o que significa você optar por uma pessoa para ser o seu parceiro? Significa excluir todas as outras opções. É um peso muito grande.

Ano passado teve o caso de uma tia minha que se separou do seu marido porque sentiu que o amor havia acabado. Na verdade, não foi o amor, foi a atração sexual. A relação deles durou 23 anos. O mesmo aconteceu com uma amiga minha, no final do ano passado. Depois de quatro anos de relacionamento, ela percebeu que não sentia a atração que sentia antes pelo seu parceiro. O interessante desses dois casos é que o motivo pelo qual as duas mulheres deixaram de sentir desejo sexual pelos seus parceiro foi o mesmo: os parceiros se acomodaram nos seus modos de vida, deixando a ambição de lado, e, consequentemente, permitindo o esvanecimento do sentimento de admiração que as mulheres sentiam por eles. Tem algo de muito significativo nisso: Além da beleza física (principal elemento da atração), há um forte conteúdo de ordem ocupacional que despertam o interesse das mulheres em relação aos homens. Mas isso é pano para uma outra discussão. Por hora, acho que o amor é isso. Xau.


3 comentários:

  1. O fator ocupacional é que me ferra... Hehehehehe... Foi interessante que nesse texto você se expôs com coragem. Isso me motiva a não ter medo de fazer o mesmo no meu espaço. Grande abraço e que o amor venha para nós. Elas merecem. ;)

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  2. O amor agora é uma ordem.
    E quem não é adaptável a esse sentimento sofre, tanto por querer se misturar aos demais - amantes - e constatar sua ineficiência, quanto ao ser taxado frio, insensível, quando, na realidade, o seu entendimento do que vem a ser o amor está muito longe de qualquer convenção moderna.
    O amor deve ser pra cada um do jeito que se mostra!

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  3. são vários etc...desejos, carinho, respeito, querer estar juntos, conversas sem fim, admirar, conquistar/conquistar/conquistar...e vários outros etc. são etc da alma, etc dos sentidos...são etc.

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